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IPVA GO 2026: por que o site não publica a alíquota

Os valores em reais desta página foram calculados com a pesquisa ANP de 04/10 a 10/10/2026. A ANP publicou pesquisa mais recente desde então, e a calculadora já usa a semana atual e aceita o preço do seu posto.

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Este site publica a alíquota de IPVA de 23 das 27 unidades federativas, lida em lei estadual com artigo citado. Goiás é uma das quatro que faltam, e não é por falta de ter procurado: a lei foi encontrada, aberta e lida por inteiro. O problema é que não existe uma faixa única para o automóvel de passeio goiano, e o carro popular cai exatamente na fronteira entre duas.

A calculadora de IPVA por estado abre com o campo de alíquota vazio para Goiás e espera que você digite o percentual da sua guia. A conta continua sendo valor venal vezes alíquota.

O que a lei goiana diz

O art. 93 do Código Tributário do Estado de Goiás, na Seção das Alíquotas, divide a frota em faixas. Transporte coletivo de passageiros e de carga fica em 1,25%. Motocicleta e assemelhados, e o automóvel de passeio até 100 cv, ficam em 3%. Acima de 100 cv entra o inciso residual, de 3,75%.

O arquivo do texto consolidado foi acessado e lido, com registro da data. A estrutura completa das faixas está transcrita na página de fontes, porque o escopo é parte do dado.

Por que a fronteira em 100 cv inviabiliza um número único

O carro popular brasileiro vive em cima dessa linha. Os 1.0 aspirados mais comuns entregam entre 70 e 85 cv e ficam abaixo dos 100 cv. Os 1.0 turbo que dominaram o segmento de entrada passam da marca. O corte não separa carro pequeno de carro grande: ele corta dentro do mesmo litro de motor, entre dois carros do mesmo preço.

Se este site escolhesse um dos dois percentuais e o publicasse como “a alíquota de Goiás”, acertaria nos carros de uma faixa e erraria nos da outra, sem que o leitor tivesse como perceber. Quantos carros estão em cada faixa é justamente o que não se sabe: não existe composição de frota por potência em fonte primária, e é por isso que escolher uma delas seria inventar. Alíquota de sub-faixa é o pior tipo de erro de dado: ela está escrita na lei, passa em qualquer conferência pontual e mente na média.

O que você pode fazer com a calculadora

Olhe a potência no documento do seu carro, confira a faixa na tabela estadual do exercício, e digite o percentual na calculadora. Para ter uma ideia da ordem de grandeza enquanto isso: com 3% digitados e um valor venal de R$ 50.000, a calculadora devolve R$ 1.500 no ano, ou R$ 125 por mês. Com o mesmo percentual num carro de R$ 80.000, R$ 2.400.

Esses números saem da mesma função que atende todos os estados; o que não vem do site, em Goiás, é a escolha da alíquota.

A taxa de licenciamento goiana está conferida

Aqui o dado existe e tem endereço. A taxa de licenciamento anual de Goiás é de R$ 274,60, valor lido no anexo de taxas de serviços estaduais do Código Tributário do estado, no item do Departamento Estadual de Trânsito, com a redação dada por lei de 2016, e conferido em 06/09/2026.

É a terceira taxa mais alta entre as 26 que o site conseguiu ler, atrás de R$ 300,93 do Pará e R$ 281,29 do Rio de Janeiro. Ela é fixa: vale igual para qualquer carro, em qualquer faixa de potência.

O valor venal também não é fixo

Mesmo onde a alíquota está conferida, a base de cálculo se move: a tabela FIPE é republicada mensalmente, e o valor atribuído ao seu carro muda com ela. Em Goiás, então, você tem dois campos que precisam vir da sua guia em vez do site: o valor venal e a alíquota.

Campo vazio é um resultado, não um defeito

A tabela completa das 27 unidades federativas é fácil de produzir e difícil de sustentar. Este site prefere publicar 23 alíquotas com lei, artigo, endereço e data, e deixar quatro campos abertos, a entregar 27 números sem procedência.

Quando Goiás for reconferido com um critério que permita dizer qual faixa cobre a maior parte da frota, o campo deixa de abrir vazio. Até então, a lacuna fica visível de propósito.

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