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Os R$ 750 por mês de carro que você nunca vê sair

Os valores em reais desta página foram calculados com a pesquisa ANP de 04/10 a 10/10/2026. A ANP publicou pesquisa mais recente desde então, e a calculadora já usa a semana atual e aceita o preço do seu posto.

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O carro de referência deste site custa R$ 2.024,20 por mês. Desse total, R$ 750 são depreciação, e esse é o único item da lista que nunca aparece no extrato bancário. Não há boleto, não há débito automático, não há bomba de gasolina: o dinheiro sai, e sai em silêncio.

É por isso que quase todo mundo erra o próprio custo para baixo. A conta de cabeça soma o que foi sentido na mão, e o que foi sentido na mão é só parte. Em um ano, a depreciação desse carro é de R$ 9.000, mais que o combustível, que fica em R$ 6.916,36.

A calculadora de custo mensal do carro organiza as duas metades: R$ 1.197,84 de fixo e R$ 826,36 de variável por mês, para 1.000 km rodados.

Por que a parcela invisível é a maior

Depreciação é a perda de valor de mercado do carro no período. Ela acontece todo dia, mas só vira dinheiro visível no dia da venda, quando a oferta que você recebe é menor do que o número que estava na sua cabeça.

No carro de R$ 60.000 a 15% ao ano, a perda é desigual ao longo do tempo. No primeiro ano são R$ 9.000 e o carro passa a valer R$ 51.000. No segundo, R$ 8.325 adicionais, e ele vai a R$ 43.350. No terceiro, R$ 7.717,50, chegando a R$ 36.847,50. Em cinco anos, a perda acumulada é de R$ 33.377,68 e o carro vale R$ 26.622,32.

A média anual cai de R$ 9.000 no primeiro ano para R$ 4.818,75 ao longo de dez anos. Quem troca cedo paga as fatias caras da curva; quem fica, paga as baratas.

O que fazer com um custo que não aparece

Provisionar. Separar os R$ 750 por mês numa reserva muda a natureza do problema: no dia da troca, a diferença entre o que o carro vale e o que o próximo custa deixa de ser um susto e passa a ser um saque.

Quem não provisiona faz a conta ao contrário e descobre que o carro novo exige financiamento maior do que esperava. O aporte que falta não apareceu de repente: ele foi se formando em prestações mensais de R$ 750 que ninguém guardou.

Como achar o seu número, não o do exemplo

Dois campos decidem quase tudo: o valor do seu carro hoje e a taxa anual de perda. O primeiro você consulta; o segundo é uma escolha, e aqui vem a parte que este site não esconde.

O campo de taxa de depreciação abre marcado como em revisão. Procuramos curva brasileira na FIPE, na Fenabrave, no Sindipeças, na Anfavea e em estudos acadêmicos, e não existe série pública com metodologia aberta. A regra dos 20% no primeiro ano circula em toda parte sem origem citável, e por isso não é publicada aqui como referência.

O jeito honesto de preencher é olhar o seu próprio caso: veja por quanto carros iguais ao seu, com a mesma idade, estão sendo oferecidos, e compare com o que você pagou. Isso dá a sua taxa, no seu modelo, no seu mercado.

O que a divisão por mês esconde

O custo mensal é uma média, e as linhas dele não chegam em doze parcelas iguais. IPVA e licenciamento vêm no começo do ano, seguro vem em parcela ou à vista, revisão vem por quilometragem e pneu vem quando o sulco acaba.

Então use o número mensal para planejar e a decomposição anual para entender. O ano inteiro desse carro fecha em R$ 24.290,44, e o quilômetro sai por R$ 2,024. Para esticar a conta por vários anos, com a depreciação composta em vez de linear, a conta é a calculadora de custo total de propriedade.

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