Quando a manutenção preventiva sai mais cara
Os valores em reais desta página foram calculados com a pesquisa ANP de 04/10 a 10/10/2026. A ANP publicou pesquisa mais recente desde então, e a calculadora já usa a semana atual e aceita o preço do seu posto.
Existe cenário em que a preventiva perde. Com R$ 2.400,00 por ano de manutenção preventiva contra R$ 1.800,00 de corretiva, a diferença é de R$ 600,00 por ano a favor de consertar depois que quebra, ou R$ 3.000,00 em 5 anos. A tabela da calculadora inclui essa linha de propósito.
Uma calculadora que só soubesse dar resultado a favor da preventiva não seria calculadora: seria peça de convencimento com campos de entrada.
A calculadora de economia com manutenção preventiva aceita os dois cenários do jeito que você digitar, inclusive quando a conclusão é desconfortável.
Os cinco cenários da tabela
- R$ 1.200,00 preventiva contra R$ 1.500,00 corretiva: R$ 300,00 por ano, 20%
- R$ 1.800,00 contra R$ 2.600,00: R$ 800,00 por ano, 30,8%
- R$ 2.400,00 contra R$ 2.400,00: empate, R$ 0,00
- R$ 2.400,00 contra R$ 1.800,00: R$ 600,00 por ano a favor da corretiva
- R$ 3.000,00 contra R$ 5.200,00: R$ 2.200,00 por ano, 42,3%
O quarto cenário é a linha que nenhum site de oficina publica, e é o que dá credibilidade aos outros quatro.
Em que carro isso acontece de verdade
Em carro de baixo valor e pouco uso. O cenário preventivo é um calendário: ele cobra as revisões no prazo independentemente de quanto o carro andou. Num carro que roda cinco mil quilômetros por ano e vale pouco, seguir o calendário completo pode custar mais do que a soma dos reparos que a falta dele provoca.
Acontece também em carro perto do fim da vida útil, quando o horizonte de uso é curto. Revisar em junho um carro que vai ser vendido em setembro é gastar num ativo que você não vai mais usar, e a conta mostra isso sem rodeios.
E acontece quando o cenário preventivo foi orçado numa concessionária e o corretivo, numa oficina independente. Aí a comparação não é entre duas estratégias, é entre dois preços de hora de trabalho, e vale refazer os dois no mesmo lugar.
O empate também é informação
A terceira linha da tabela, com os dois cenários iguais, devolve R$ 0,00 de diferença. Quando a conta empata, a escolha não é financeira: é por previsibilidade.
Preventiva empatada em reais é melhor mesmo assim, porque o desembolso é programado e cabe em um mês escolhido por você, enquanto a corretiva aparece no mês em que ela quiser. Carro parado numa segunda-feira custa coisas que não estão na planilha.
O que a conta não mede, e que muda a decisão
Ela compara só desembolso. Ficam fora o guincho, a diária de oficina, a viagem perdida, o risco de pane em lugar ruim, o efeito do histórico de revisões na revenda e a segurança.
Freio e pneu em dia não aparecem em coluna de reais nenhuma. Se o seu cenário corretivo economiza postergando esses dois itens, a economia é contábil e o risco é físico, e a calculadora não tem como cobrar por isso.
E os dois números continuam sendo seus
Os dois campos abrem marcados em revisão. O site não estima nenhum dos dois cenários, porque não encontramos fonte brasileira firme para um percentual de economia da manutenção preventiva. O percentual que o resultado mostra é consequência do que você digitou, não uma média que alguém publicou.
A conta também supõe os dois custos constantes ao longo do período, o que ignora o encarecimento da manutenção com a idade do carro: esse efeito está na calculadora de custo de manutenção por idade. E quando o reparo chega grande de uma vez, a pergunta muda de forma e vai para a calculadora de vale a pena consertar ou vender. A lista de campos sem fonte primária está em fontes.