Quando a meta diária do motorista não cabe no dia
Os valores em reais desta página foram calculados com a pesquisa ANP de 04/10 a 10/10/2026. A ANP publicou pesquisa mais recente desde então, e a calculadora já usa a semana atual e aceita o preço do seu posto.
Existem dois casos em que a calculadora de meta diária se recusa a responder, e os dois são respostas melhores que um número. No primeiro, cada quilômetro dá prejuízo. No segundo, a meta existiria mas pediria mais de 24 horas: com receita de R$ 1,80 por km e custo de R$ 1,05, a sobra cai para R$ 0,30 por km, e R$ 150 de meta exigiriam 500 km e 25 horas de rua.
A conta está aritmeticamente certa e é inútil como resposta. O dia tem 24 horas, e esse corte não é uma jornada arbitrada por este site: é o relógio.
A calculadora de meta diária do motorista devolve um traço no lugar dos quilômetros nesses dois casos, e diz qual deles ocorreu.
Caso 1: cada quilômetro dá prejuízo
Se a receita por km, depois da taxa da plataforma, não cobre o custo por km, não existe quilometragem que alcance a meta. Rodar mais só aumenta o buraco.
Com receita bruta de R$ 1,20 por km e custo de R$ 1,05, a sobra por km fica em R$ 0,15 negativos. Não é meta difícil: é meta inexistente. Uma calculadora que respondesse com um número grande aqui estaria sugerindo a solução exatamente errada.
O caminho é derrubar o custo por km ou subir a receita por km. Rodar mais horas é a única alternativa que piora o resultado.
Caso 2: a meta não cabe em 24 horas
A sobra por km pode ser positiva e pequena demais. Com R$ 1,80 de receita bruta por km, sobram R$ 0,30 por quilômetro, e a meta pede 500 km, que a 20 km/h de média consomem 25 horas.
Note que o problema não é a meta: é a margem. Com a mesma meta de R$ 150 e receita de R$ 2,40 por km, a sobra sobe para R$ 0,75 e o dia fecha em 200 km, ou 10 horas. O mesmo objetivo cabe no dia ou não cabe dependendo de dois números que não têm nada a ver com esforço.
Por que o traço é melhor que o número
Porque número com cara de resposta é usado como resposta. Um motorista que lesse “600 km” num campo de meta poderia sair para tentar, e a página teria participado disso.
Este é um critério que o site aplica em todas as calculadoras: quando o resultado existe matematicamente mas não existe no mundo, a página diz que não existe, em vez de exibir o cálculo. O mesmo acontece na calculadora de custo por hora, que se recusa a diluir custo fixo por zero hora.
O que fazer em cada caso
Se a sobra por km é negativa, o problema é estrutural e a ordem é: medir o custo por km de verdade, na calculadora de custo por km real, e depois decidir se o carro, o combustível ou a praça precisam mudar.
Se a sobra é positiva mas pequena, há três alavancas, em ordem de efeito: reduzir o custo por km, melhorar a receita por km recusando corrida ruim, e por último aumentar a velocidade média em serviço, que quase nunca está sob o seu controle. Para avaliar corrida por corrida existe a calculadora de vale a pena essa corrida.
Os limites da conta
A taxa da plataforma abre marcada em revisão, porque varia por aplicativo, cidade, categoria e promoção, e este site não publica um percentual como se fosse o seu. A lista de campos nessa condição está em fontes.
A receita por km é uma média sua, e já embute, sem separar, o quilômetro de busca e o de retorno. A conta não modela tarifa dinâmica nem hora de pico, e a meta é de lucro depois de custo e taxa, mas antes de imposto, INSS ou DAS do MEI e de qualquer aluguel de veículo.