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Quanto a depreciação pesa no primeiro ano do carro

Os valores em reais desta página foram calculados com a pesquisa ANP de 04/10 a 10/10/2026. A ANP publicou pesquisa mais recente desde então, e a calculadora já usa a semana atual e aceita o preço do seu posto.

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No primeiro ano, um carro de R$ 60.000 perde R$ 9.000 a uma taxa de 15% ao ano. Ele passa a valer R$ 51.000 e retém 85% do preço. São R$ 750 por mês que saem do seu patrimônio sem passar pela conta bancária.

Esses R$ 9.000 são 37,1% do custo total do primeiro ano do carro de referência deste site, que fecha em R$ 24.290,44. É a maior linha isolada da conta, maior que o combustível (R$ 6.916,36, ou 28,5%) e maior que o pacote de seguro, IPVA e licenciamento somados (R$ 5.374,08, ou 22,1%).

A calculadora de depreciação abre com esse carro e deixa a taxa anual editável, porque ela é o campo que decide o resultado inteiro. O preço do litro que entra nas contas de combustível deste site vem da pesquisa ANP de 04/10 a 10/10/2026.

Por que o primeiro ano é o pior

Porque 15% de R$ 60.000 são R$ 9.000, e 15% de R$ 51.000 são menos. A desvalorização é composta sobre um valor que encolhe, então a perda em reais cai todo ano enquanto a taxa fica igual.

A escada do mesmo carro: R$ 9.000 de perda no primeiro ano, R$ 8.325 de média anual nos dois primeiros, R$ 7.717,50 nos três primeiros, R$ 6.675,54 nos cinco primeiros. Em cinco anos, a perda acumulada chega a R$ 33.377,68 e o carro vale R$ 26.622,32, 44,4% do que custou.

R$ 0,75 por quilômetro só de desvalorização

Dividida pelos 12.000 km do ano, a depreciação do primeiro ano custa R$ 0,75 por quilômetro. Para efeito de comparação, o combustível do mesmo carro custa R$ 0,576 por quilômetro.

Dito de outro jeito: cada quilômetro rodado no primeiro ano de um carro novo tem mais perda de valor dentro dele do que gasolina. E diferente da gasolina, essa parcela você não escolhe não pagar: ela corre com o carro parado na garagem, como mostra a calculadora de carro parado.

Por que ninguém sente os R$ 750 por mês

Porque não existe boleto de depreciação. Você sente no dia em que vende, quando a proposta é menor do que a sua memória dizia, e aí a perda de três ou cinco anos chega de uma vez só, parecendo um golpe do comprador.

É a mesma razão pela qual a parcela do financiamento parece ser o custo do carro. Ela é visível e mensal. A maior despesa do carro é invisível e silenciosa.

A taxa de 15% é o número mais frágil deste site, e ele diz isso

Não existe fonte pública brasileira que publique taxa de depreciação média por categoria de veículo. A FIPE publica preço praticado no mercado, não curva de desvalorização, e usar a variação da própria tabela como taxa embute inflação e mudança de geração do modelo.

Por isso os 15% ao ano abrem o formulário marcados em revisão: são um ponto de partida plausível para você substituir pela variação real do seu modelo, não um número para citar em outro texto. Se o seu carro cai 10% ao ano, a perda do primeiro ano é menor e todo o resto da conta se move com ela.

Publicar a taxa como campo editável e dizer em voz alta que ela não tem fonte é o que diferencia este site dos que estampam “carro novo perde 20% ao sair da loja” sem nunca dizer de onde isso veio.

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